.Stargate Universe: um universo de possibilidades

Maio 22, 2010 at 12:47 am 10 comentários

Uma continuação do mesmo? Ou uma reforma drástica?

Bom dia nerds e não-nerds!!! Pela primeira vez na história desse blog eu irei falar sobre algo que não queime neurônios, ou melhor, que não os queime de forma “construtiva”. Enfim, é justamente o que aparenta, um review sobre SG-U, o novo seriado que segue com o eterno e perfeito mundo dos stargates, tau’ris e sua corrida para, agora mais do que nunca, serem a 5ª raça. Nessa minha tentativa de ser um crítico verdadeiro abordarei o porque de esse complexo seriado deve ser visto e porque ele deve ser evitado… E me perdoem pelo post gigantesco, tem muita coisa para se falar e muito SPOILER também.

Mas vamos logo para o que nos desinteressa…

Stargate nunca foi uma série simples. Desde o início com grandes dificuldades orçamentários, público restrito e com uma primeira temporada pedante parecendo sina, visto que com o SG-1 foi assim, com Atlantis foi assim e pelo visto, será assim também com SG-U. Mas sempre revolucionando, colocando uma idéia de um universo muito maior do que aparenta e que a Terra pode ser mais indefesa do que se imaginava.

Stargate remete e mescla as tramas psicológicas de Star Trek: TNG e as complexas batalhas em BattleStar Gallactica de forma conveniente e uniforme, sem parecer um plágio, longe disso.

A Terra, ambientada no presente, aparece como uma pária perante as hostilidades vindas do universo profundo, mas com a descoberta do Stargate, os Tau’ri (humanos da Terra) têm uma arma mais do que eficaz, quando usada com sabedoria. Primeiro Goa’ulds, depois a ameaça de Anúbis, O’ris, Wraiths, Aliança Lucian, enfim, uma ameaça atrás da outra. Cenas com a dose certa de suspense e complexidade, batalhas espaciais alucinantes e… Os F-302… Ah as incríveis batalhas com os caças espaciais que sempre me faziam lembrar de Top Gun…

Em SG-U as complicações são tão intensas quanto já o foram. Em uma história complexa e de, a princípio, interpretação um tanto difícil, os roteiristas exageraram na humanização dos personagens tornando-os, cada um a seu modo, vilões e mocinhos, devo admitir que é uma jogada inteligente, mas muito conceitual.

1. História (SUPER SPOILER):

O roteiro de SG-U foi criado para ser complexo, mas nem por isso, menos direto.

O O’neil aparece logo no primeiro episódio, junto com o Dr. Rush, vieram atrás de Eli, um nerd cara com um certo conhecimento matemático, viciado em MMORPG e que em um desses RPG’s online acabou desvendando a fórmula para abrir o 9º chevron, a nona chave que abre o stargate para onde jamais o SGC ja pensou em estar.

Eli é levado para a USS Hammond (mais uma nave da classe Deadalus), lá Rush explica a ele os procedimentos e lá ele conhece Chloe, uma universitária bonitinha e assessora do pai Senador (o que me recordou uma palavra – NEPOTISMO). Eli recua mas se rende ao fato de ir onde nenhum homem jamais foi, tudo graças a possibilidade de tratamento de sua mãe doente.

Já no seu destino, a Base Icarus, onde uma fonte gigantesca de Naquadah dá energia suficiente para o Stargate para que ele acesse o tão sonhado Nono chevron. Mas a Aliança Lucian ataca e tudo dá errado. Rush se precipita e abre o nono chevron antes de ele ser analisado de verdade (foi testado antes mas deu errado).

Entrando no horizonte de eventos (desconhecidos) do portal os personagens vão para em uma nave, a Destiny, uma antiga nave de reconhecimento dos antigos. A nave vagueava no universo desde a descolonização de Atlantis e já havia passado por N galáxias diferentes e nesse meio tempo, dispersando Stargates para facilitar o acesso a tais galáxias. Mas graças a Rush eles podiam se comunicar com a Terra através das Pedras de Transmigração de Alma (nome de minha autoria)

Dentro da nave os personagens variam desde o heroísmo absoluto ate a perversidade irredutível. Rush, por exemplo, sempre relaciona suas “bondades” com seu bem próprio, enquanto Eli se mostra ingenuo muita das vezes, mas muito útil quando se tinha que resolver algum problema técnico. Os militares acabaram se tornando os chefes da nave, subjulgando os civis, mas a única agente da IOA desencadeou um motim que nunca deveria ter ocorrido.

No 11º ou 12º episódio aparece finalmente o que estava faltando vilões, aliens do mal! Mas eles estavam de olho na Destiny desde sempre e só agora que os Tau’ri apareceram eles resolveram atacar? Porque será? Essa nem eu sei responder…

2. Personagens(PRINCIPAIS):

Os personagens variam de incógnitas desnecessárias até o brilhantismo total. Alguns são do tipo “personagem clássico”, outros são jogadas de mestre dos roteiristas. Todos com características únicas, ou não.

a)Sargento Greer: O primeiro sujeito da esquerda para a direita.

Um militar clássico. Impassível e subordinado. Não sabe dialogar com civis e segue ordens ou cegamente, ou simplesmente não as segue, o que faz dele alguém curioso. Na primeira vez que apareceu estava recluso por desacato, mas na Destiny se mostra um forte aliado do Coronel Young. Não sabe controlar a ira de forma moderada o que faz dele alguém cômico visto que sempre resolve a discussão quebrando o queixo do interlocutor.

b)Camile Wray: A segunda da esquerda para a direita.

Uma integrante da IOA, o conselho civil que trata de questões referentes ao projeto Stargate. Comanda dos civis da nave e até mobiliza um desnecessário motim, subjulgado de forma cômica por Young. Como qualquer membro da IOA é chata e petulante, insubordinada, mas vital para a ordem na nave. Seus problemas pessoais atrapalham de certa forma seu juízo, visto que sente falta de sua companheira. E sim, ela é lésbica.

c)Coronel Young: o terceiro da esquerda para a direita.

O líder da nave e militar de patente mais elevada. Tenta administrar uma tripulação atormentada pela desesperança e volte e meia tem que suprimir um motim. Um personagem simples mas que, ao usar as pedras para uso pessoal, mostra-se um ser humano acima de tudo, falho e dependente de afeto. Ao supor que um amigo esta paquerando sua mulher, lá na Terra, ele simplesmente quebra a cara do sujeito. Assim como a líder civil, também mostra dificuldades em evitar que seu juízo seja alterado por questões pessoais.

d)Chloe Armstrong: a quarta da esquerda para a direita.

Filha do Senador que financiou o projeto Icarus. Estudante de arqueologia (ou história) que a principio, só serve de objeto sexual para o Tenente Scott e de desejo para Eli, mas quando foram pesquisar um planeta que mais parecia uma cidade grega gigante ela pos em prática o que sabia de hieroglifos, mostrando mais uma vez que arqueólogos e lingusitas são indispensáveis nas tramas de Stargate.

e)Dr. Nicholas Rush: o do centro.

Cientista brilhante porém um tanto egocêntrico. É tratado por muitos como o real vilão da história, mas depois do episódio 12 a gente começa a compreender o porque de seu jeito chauvinista e antipático. Tenta sempre desvendar os mistérios da nave e ocultar tantos outros. Quando a nave se encaminhou para uma estrela pela primeira vez, ele sabia que ela poderia não ser destruida, que poderia ser mais uma de suas programações, mas assim mesmo fingiu de desentendido e abriu mão de se “salvar”, ficando como herói, mesmo que por apenas alguns segundos ate que Young cai na real.

f)Tenente Scott: o quarto da direita para a esquerda.

O militar engraçadinho. Sempre tem espaço para um tipo desses no mundo de Stargate. Oficial encarregado de  proteger Eli que com ele faz um triângulo amoroso em volta de Chloe. Tem tantas preocupações como muitos já o tem. Tem um filho, tido durante a adolescência. Scott foi criado por um padre fumante… Ou seria beberrão? Enfim… O rapaz inaugura uma das cenas iniciais em um momento de, digamos prazer com essa moça…

Pois é, o cara não perde tempo, convenhamos.

g)Tamara Johansen: a terceira pessoa da direita para a esquerda.

A personagem mais simples do seriado. Sem muito o que definir sobre ela ouso dizer que os problemas dela estão relacionados a própria população da nave que não ajuda em nada em seu trabalho como medica e conselheira da nave. Tamara é uma médica de trincheira, cura lesões, fecha ferimentos, retira balas, trata fratura mas é quase só isso, houve momentos que foi necessário usar as pedras para chamar um médico mais qualificado para procedimentos muito complexos. Criou medicamentos e métodos experimentais com o que encontrou em suas viagens com a Destiny.

h)Eli Wallace: o segundo da direita para a esquerda.

A veia cômica da história. Eli é convocado para o projeto stargate após dar a sorte de desvendar a equação que abria o nono chevron, resumindo, foi mais inteligente do que Rush, que passara a vida estudando aquilo. Eli desperta em Rush uma certa antipatia mesclada a um certo apego paternal, talvez por sua genialidade, talvez por sua ingenuidade. Eli mostra que dá para ser necessariamente bom e simplesmente, aceitar as regras, sem criar a burocracia de questiona-las.

i)Coronel Telford: o primeiro da direita para a esquerda.

Um dos líderes da base Ícarus, cria desavenças pessoais com Young ao se tornar intimo de sua mulher. Aparece mais do que deveria e muitas vezes apenas para atrapalhar. Como está na Terra, tem que usar as pedras para “aparecer” na Destiny e geralmente aparece para dar mais dor de cabeça para os tripulantes da nave.

j)Outros: personagens secundarios em geral

A maioria é civil, cientista e apavorada com a possibilidade de ficarem presos na Destiny para sempre.

3. Vilões:

Que merda de bicho feio e pelancudo!

Certo. Tudo bem que SG-U foi criado para que seus hérois sejam também os vilões da históra, mas o que que tem aparecerem “Eles”? Aliens do mal! Aliens com segundas intenções?!

Os aliens só dão as caras no 11º episódio, “Space”.

SPOILER [MODE ON]

Rush e Chloe são capturados, viram cobaias, Chloe “aprende” a lingua alien e Rush da uma baita porrada no alienigena. Isso sem contar com a ajuda do Coronel Young “baixado” em um dos aliens através das pedras.

SPOILER [MODE OFF]

Os aliens são feitos por meio de computação gráfica, todos. São pelancudos e horrendos e biológicamente impossíveis, mas não menos curiosos. Como uma raça antagônica sempre é, são maus e não escondem isso, mas o grande mistério é o fato de só resolverem dar as caras quando a Destiny foi tripulada e não antes, talvez pelo fato do sistema de armas da nave sempre defende-la e agora os sistemas de suporte de vida e de suprimentos tem que abusar da energia o que deve comprometer a estrutura bélica da nave, mas enfim, essas coisas azuis e pelancudas ainda dão o que falar, enquanto a nave ainda estiver nessa galáxia.

4. A Nave:

Se você espera a personificação da Enterprise, com sua higiene imaculada e sistema de defesa e propulsão quase infalíveis esta por demasiado errado. Logo de cara a tripulação tem que resolver o problema do suporte de vida, que estava velho e falhando. A nave não responde a nenhum comando direto, tudo esta relacionado a códigos criptografados e coisas do tipo. A propulsão da nave é única e inigualável, foge da relatividade sem precisar usar um hiperdrive, atingindo velocidades de super luz mesmo no universo comum. A vida na nave é uma merda, o aspecto velho auxilia aos tripulantes a não aguentarem nem a própria sobra. O sistema bélico nunca funciona como deveria, ou eles usam os escudos e esperam o próximo salto, ou armam as armas e ficam a mercê do inimigo correndo o risco de fogo a queima roupa.

5. Observações gerais sobre a série:

  • Se você gosta e sempre foi fã de Stargate, não deixe de ver essa série, porque apesar de conceitual, não abre mão daquele jeitinho SGC de ser.
  • Se você é apenas um entusiasta sobre ficção científica, se persistir até o 13º capítulo, sendo sincero, talvez você acabe gostando e aprendendo a valorizar o mundo de stargate.
  • Se você não gosta de ficção científica e nunca ouviu nem falar sobre stargate aconselho a jamais ve-lo, além de ser de dificil interpretação para alguém que não é fã do SG world, se você não gosta de ficção científica você deve morrer.

Enfim, digo e repito, SG-U é uma revolução, conceitual demais mas divertida ainda mais. Nos faz analisar cada personagem e perceber que a humanidade não é um mar de rosas, muito longe disso…

Obrigado pela atenção, comentem sempre! õ/

The Head

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10 comentários Add your own

  • 1. The Head  |  Maio 22, 2010 às 12:55 am

    E desculpem se eu não fui objetivo o suficiente, não estou acostumado com esse tipo de texto.

    Responder
  • 2. Joy...  |  Maio 22, 2010 às 1:00 am

    Muito bom…Grandinho, mas interessante (:

    Responder
  • 3. VH  |  Maio 22, 2010 às 3:03 am

    SGU tá uma falha incrível… Só continuo vendo porque tem Stargate no nome XD

    Responder
  • 4. Pulga  |  Maio 22, 2010 às 10:49 am

    Hm, interessente MAS… Não acompanho muitas series, ou melhor, estou vendo muitas mas apenas duas com frequencia – o tempo não é muito. Eu conheci Stargate com a serie Atlantis no FX. Eu que não acompanhava nada na epoca – fora House – tentei assistir a todos os dias. É bem legal, nada extraordinario, mas bom pra passar o tempo. Assisti quando acharam o cara barbudo (que vai fazer o novo Conan) até pouco depois que [spoiler?] um doutor medroso se conecta com um grupo atraves da mente, mas lá tem aqueles aliens albinos e o mocinho principal do grupo vai salvar ele (vi a um tempinho, não me recordo do nome dos personagens nem dos episodeos).

    Vou (baixar) procurar assistir ao primeiro episodeo do Universe e dar uma comentada aqui.

    OFF: Não assisti SG-1 e apenas pouca coisa do Atlantis, então posso me “cafundir” todo, rs

    Responder
    • 5. The Head  |  Maio 22, 2010 às 11:01 am

      novo conan = Ronnon?
      alien albino = Wraith?
      doutor medroso = Mackey?

      relaxa… até eu fiquei confuso nos primeiros 10 episódios…

      Responder
  • 6. /taah  |  Maio 22, 2010 às 7:04 pm

    Antes haviam mais séries de ficção >.< Stratrek e Star Wars… Hoje ninguém liga mais para as estrelas :O Uma pena.

    Responder
  • 7. Marcos  |  Maio 23, 2010 às 12:14 pm

    Assisti a todos os episódios de Stargate, desde o filme que deu origem a série, e digo uma coisa, o ideal é assistir desde o início, pq pelos relatos que já ouvi, quem pega o bonde andando tende a não gostar da série, e acaba criticando injustamente.
    Pra mim o Universe até agora é o mais fraco, mas acredito q por estar no inicio ainda vai continuar fraquinha até engrener melhor.
    Abraços.

    Responder
  • 8. SubHeaven  |  Maio 27, 2010 às 9:56 am

    “se você não gosta de ficção científica você deve morrer.”[2]

    KKKKK…. Bão… com o fim das temporadas das minhas séries preferidas vou ver se consigo assistir SGU

    Responder
  • 9. Mêlanie  |  Maio 27, 2010 às 11:05 am

    Eu não gosto muito desse tipo de série, e como nunca vi não posso criticar.

    Responder
  • 10. Kaiser  |  Maio 29, 2010 às 1:34 am

    Eu gostava muito de stargate atlantis, acho muita sacanagem terem cancelado…é nessas horas q eu queria ser um bilionário para bancar essa merda do meu bolso e mandar os presidentes dessas emissoras pra puta q pariu…..desculpe o palavrão, é q ele melhor expressa minha fúria…..

    Responder

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